Eugene Peterson

Outubro 20, 2008

Depois de um longo inverno, publico um poeminha de um autor que gosto muito:

A descrença implume cairia como uma pedra

Através da plenitude de ventos ascendentes, em camadas; o falcão

De cauda vermelha voa e paira, sem pressa

Embora faminto, despreza preguiçoso

As refeições fáceis de refugo putrefato,

Esperando astutamente a presa esquiva: um vazio visível

Sobre uma invisível plenitude.

O sol pinta de cobre a cauda japonesa em leque, estampando

Penas contra o imenso céu

Para minha delícia, e abençoa

Com um feixe de luz o pássaro de melhor visão

Que se atira veloz sobre uma serpente

Em uma morte determinada pelo Gênesis

(Eugene Peterson, tradução de Neyd Siqueira, O Pastor Contemplativo, p. 111)


A Grande Omissão

Abril 29, 2008

Comecei a ler o livro “A grande _ Omissão” – Dallas Willard. E quero transcrever uma parte do que li:

“Talvez algumas pessoas se espantem com a idéia de que a ‘Igreja’ – os discipulos reunidos – na verdade não precisa de mais pessoas, mais dinheiro, construções e programas melhores, mais ensino ou mais prestígio. Foi no preríodo em que esses elementos se mostrama escassos ou inexistentes que o povo de Deus reunido, a Igreja, mais se aproximou de sua verdadeira essência. A única coisa de que a Igreja precisa para cumprir o propósito de Cristo na terra é a qualidade de vida que ela torna real em seus discípulos. Com essa qualidade, a Igreja prosperará em tudo o que realizar ao longo do processo de tornar clara e disponível na terra a ‘vida que é vida de verdade’”


Poeminha

Abril 15, 2008

Neste mundo de tantos espantos,
cheio das mágicas de Deus,
O que existe de mais sobrenatural
São os ateus…

Mario Quintana


A verdade nua

Março 31, 2008

A Verdade Nua caminhou pela rua um dia.
As pessoas viraram o olhar para outro lado.

A Parábola chegou, adornada e bem vestida.
As pessoas a saudaram com alegria.

A Verdade Nua sentou-se solitária, triste e despida.
“Por que você está tão triste?” — perguntou a Parábola.

A Verdade Nua respondeu: “Não sou mais bem-vinda.
Ninguém quer me ver. Eles me expulsam de suas portas.”

“É difícil olhar para a Verdade Nua” — comentou a Parábola.
“Deixa-me vesti-la um pouco. Certamente, você será bem recebida”.

A Parábola vestiu a Verdade Nua com um vestido fino feito de narrativa,
com metáforas, uma prosa incisiva e enredos cheios de inspiração.

Com riso e lágrimas e aventura a se revelar,
juntas elas começaram a desfiar uma estória.

As pessoas abriram suas portas e serviram a elas o que havia de melhor.
A Verdade Nua vestida de estória era uma convidada muito bem-vinda.

(conto judaico, readaptação de Heather Forest/Gladir Cabral)


Deus, paixão e Páscoa

Março 19, 2008

  

            Responda rápido: qual a data mais importante do cristianismo? Se você respondeu que é o Natal… errou! Na verdade, o Natal acabou por se tornar a data mais importante da fé cristã, e isso começou a acontecer lá pelo ano 336 da nossa era, quando o então imperador de Roma, Constantino, resolveu que o culto que antes era prestado em honra ao sol fosse substituído pelo culto ao Cristo. Desde então, Jesus nasceu em 25 de Dezembro, e a Páscoa, essa sim a data principal do calendário cristão, acabou ficando em segundo lugar…

            E a Páscoa, é o que mesmo? Se fizéssemos algum tipo de pesquisa de opinião, Páscoa acabaria sendo definida por ser a festa do chocolate, ou, quem sabe, a ocasião de lembrar do coelhinho, alguém se lembraria da falar em ressurreição, outro talvez completasse, de Cristo! Umas, respostas interessantes, outras, nem tanto.

             Mas o importante mesmo está para além de respostas mais ou menos precisas. A questão é como eu respondo, com a vida, ao apelo divino que se faz presente neste momento. Vejamos: a Páscoa parece sempre indicar uma insistência da parte de Deus em aproximar-se do ser humano. Primeiro foi lá no Egito, em tempos remotos, quando, ao ver o sofrimento do povo que gemia sob a escravidão, Deus mandou que na ocasião do Pesach, a Páscoa fosse celebrada. Pesach é travessia, aquela mesmo que o povo realizou para ficar livre da escravidão.

            Este evento ficou marcado na vida do povo, e trataram sempre de relembrá-lo, ano após ano. Num tempo sem muito livro, sem jornal e televisão, a memória dos acontecimentos era transmitida de pai para filho, de festa em festa. E foi por ocasião desta comemoração, a da Páscoa, que os eventos que acabaram por levar Cristo até a morte se deram. Desde então, o sentido primeiro da Páscoa, Deus interferindo na história humana para garantir a libertação da escravidão, foi apropriado pelos cristãos. Mas o sentido permanece o mesmo, talvez de forma ainda mais marcante: Cristo significa que Deus resolveu agir novamente na vida do povo, de forma radical e definitiva: ele mesmo foi andar entre os homens, comer sua comida, sentir suas dores, conhecer suas alegrias… Morreu, é verdade, mas a versão definitiva conta que ressuscitou, para estar sempre presente entre nós.

            Diante disso tudo, não basta apenas relembrar a data. Não vale só trocar ovos de chocolate, nem se penitenciar uma vez ao ano pelos erros do ano inteiro. O que se requer é uma atitude corajosa e definitiva, aquela mesma que compreende o apelo de Deus presente em sua paixão por nós, e que corresponde à ação divina de deixar as alturas celestiais para viver junto aos seres humanos. Páscoa é ação definitiva de Deus em nossa vida. Como você responde?

 

Leandro Thomaz de Almeida


Jorge Camargo

Março 13, 2008

Soube que Jorge Camargo lançou um novo cd chamado: Somos um.

As músicas deste Cd São inspiradas em pessamentos e na vida de oito personagens da história cristã. Vale a pena dar uma olhada.

Uma das cançôes chama-se Mistério

Quem tem todos os nomes
E ao mesmo tempo nome algum
Que em tudo põe limites
E cujo limite é nenhum
Quem vai além da oposição
Entre o que tem e não tem fim
Que sai em direção a tudo
E permanece em seu jardim

Acima de todo o saber
De todo o crer, toda razão
Além de toda a compreensão
De todo esforço sério
De toda a investigação
Eis que habita em nós,
Eis que habita em nós
Mistério

Tentar saber seu nome
É navegar na imensidão
Do mar que está dentro de si
É mergulhar no coração
E ao mesmo tempo se deixar
Sair além do próprio eu
Render-se por inteiro àquele
Que a alma insiste em chamar “Deus”

Acima de todo o saber
De todo o crer, toda razão
Além de toda a compreensão
De todo esforço sério
De toda a investigação
Eis que habita em nós,
Eis que habita em nós
Mistério

(Jorge Camargo)


Época

Março 6, 2008

Olá pessoal.

“Ganhei” uma assinatura da revista Época. Recebi a edição desta semana,  a capa fala sobre a Infelicidade.

Na reportagem, é demonstrado as fugas da Infelicidade, principalmente o uso de remédios, por exemplo Prozac (O Brasil é um dos países que mais vendem o Prozac).

Algumas pessoas não precisam mais tomar este remédio, já foram curadas de suas doenças, porém mantém um uso por medo de voltar a sua antiga situação.

A revista fala também sobre os “benefícios” da infelicidade, revelando alguns homens e mulheres famosos que só conseguiram produzir por causa da infelicidade.

Isso me fez caminhar para nossa realidade. Se há uma pergunta que não cala dentro de nossos corações é a será que cristão sofre? e se sofre, por que isso ocorre? cristão pode ter depressão?

Hoje em dia, principalmente os pregadores da televisão de sabado de manhã, nos diz que não devemos sofrer, pois se Deus é fiel, ele vai dar tudo o que queremos.  E se sofremos é porque não temos fé suficiente, ou porque Deus está zangado conosco é quer nos punir.  Mas será isso verdade?

Houve um momento na história da Igreja em que os cristãos desejavam ser martirizados, passar por sofrimento e restrições para demonstrar quem eram. Mas será que isso é verdade também?

Pensando assim, quero convidar você a ler comigo o livro de Jó. Este livro tão conhecido, mas muito mal compreendido. E tentar encontrar algumas respostas (ou novas dúvidas) pra nós. Quero sugerir que você leia a tradução da NVI.

Uma boa leitura. Aproveitem a vida – diz o Pregador, e que Deus nos ajude a não fugirmos das dificuldades ou infelicidades da vida com Prozac ou Religiosidade.

Um pequeno poeminha de Mario Quintana.

Jardim interior

Todos os jardins deviam ser fechados,
com altos muros de um cinza muito pálido,
onde uma fonte
pudesse cantar
sozinha
entre o vermelho dos cravos.
O que mata um jardim não é mesmo
alguma ausência
nem o abandono…
O que mata um jardim é esse olhar vazio
de quem por eles passa indiferente.

Mario Quintana


Apresentação

Março 1, 2008

Olá galera.

Sejam todos bem vindos ao nosso blog.

Aqui haverá espaço para discussões, opniões e crescimento…

Confesso que blog é novo para mim. Acredito que vai ser bem legal para todos nós.

Divirtam-se.

Um super beijo.

Graça e paz a todos